Ínicio / Rio / Tráfico e milícia cobram “pedágio” para não roubar empresas na Baixada Fluminense

Tráfico e milícia cobram “pedágio” para não roubar empresas na Baixada Fluminense

Presidente do sindicato informou que algumas empresas acenam com a possibilidade de deixar a Baixada Fluminense.

Empresas da Baixada Fluminense se tornaram alvo de tentativas de extorsão praticadas tanto por traficantes como por milicianos. Os bandidos estipularam uma espécie de pedágio, que em alguns casos chega a R$ 10 mil mensais, para não assaltar os estabelecimentos, não atacar os empregados e ainda garantir que os caminhões de carga não serão roubados em seus domínios. Em um dos casos, ocorrido há 20 dias, um homem detonou uma granada no terreno de uma fábrica para pressionar que o dinheiro exigido fosse pago.

Ninguém ficou ferido no episódio. Apesar das ameças , as empresas disseram que não chegaram a fazer qualquer pagamento. Nesta quinta-feira, Carlos Erane Aguiar, presidente do Sindicato Nacional das Indústrias de Materiais de Defesa e outros seis empresários, levaram o caso ao conhecimento do secretário estadual de Segurança Pública Roberto Sá, em uma reunião durou duas horas, no Centro do Rio. A notícia sobre a reunião foi publicada, ontem, na coluna do jornalista Ancelmo Gois, de O Globo.

Um empresário, vítima de traficantes, disse ter sofrido duas tentativas de extorsão. Uma ocorreu no fim do ano passado e a outra no mês passado. Ele contou que um emissário do tráfico procurou sua empresa e comunicou que agora estava “dominando” a região.

A Assessoria de Comunicação da Secretaria de Estado de Segurança confirmou o encontro de Roberto Sá com os empresários, mas alegou não divulgar o teor de reuniões fechadas.. Já Carlos Erane disse que os empresários sugeriram que as autoridades estaduais discutissem a criação de um projeto de lei, a fim de que um percentual do ICMS pago pelas empresas fosse revertido para o Fundo estadual de Segurança Pública.

O fundo teve a criação aprovada na Assembleia Legislativa do Rio no fim de dezembro. O dinheiro arrecadado poderia ser utilizado, por exemplo, para blindagem de veículos policiais.

Ainda de acordo com Carlos Erane, os empresários também acenaram com a possibilidade da criação de uma parceria envolvendo empresas e prefeituras da Baixada. O objetivo seria o de conseguir ajudar a polícia a fazer a manutenção da frota e até adquirir alguns veículos que seriam utilizados no patrulhamento da região.

O presidente do sindicato informou que algumas empresas acenam com a possibilidade de deixar a Baixada Fluminense, caso o assunto não seja resolvido.


Antonio Alexandre, Magé|Online.com 

Além disso, verifique

Lava Jato prende sócio de corretora de valores no Rio de Janeiro

Empresa ligada a João Paulo de Pinho Lopes foi citada em delação premiada do ex-subsecretário de ...

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *