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França e Bélgica, as mais ofensivas do Mundial, se enfrentam nesta terça

Seleções que mais encantaram pelo bom futebol ao longo desta Copa do Mundo.

As semifinais da Copa do Mundo começam nessa terça-feira. Se a competição foi iniciada com 32 seleções de todos cinco continentes, neste momento restam apenas quatro, todas representantes da Europa. Às 15h, França e Bélgica medem forças em São Petersburgo: são as duas equipes com futebol mais ofensivo deste Mundial, e que contarão com o apoio de boa parte do público brasileiro justamente por possuírem um ataque poderoso, que busca o gol a todo momento.

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Se o conceito de justiça fosse aplicável ao jogo, de alguma maneira, as duas seleções que mais encantaram pelo bom futebol ao longo desta Copa do Mundo não se enfrentariam nas semifinais: de algum modo, elas teriam a chance de se enfrentar na decisão. França e Bélgica cresceram de produção ao londo do Mundial: a cada jogo, foram superando deficiências apresentadas ao longo das eliminatórias e dos amistosos preparatórios. Os bleus ganharam a consistência que faltava no meio-campo, com grandes nomes que rendiam abaixo do potencial, como Kanté e Pogba, além da defesa, formada por Varane e Umtiti, que se mostrou mais segura enfrentando adversários de bom poder ofensivo, como Argentina e Uruguai, algo que ainda não havia acontecido.

O bom momento permitiu a ascensão da jovem estrela do time: Kylian Mbappé, de 19 anos, que se transformou no personagem carismático deste Mundial. O ponto de instabilidade da equipe do técnico Didier Deschamps até o momento é o centroavante Olivier Giroud, de 31 anos. À imagem e semelhança de Gabriel Jesus, o jogador do Chelsea já fez cinco jogos, mas ainda não balançou as redes nessa Copa do Mundo. A exemplo do brasileiro, tem sido cobrado, mas seu desempenho tático é elogiado por conta do papel de pivô que, frequentemente, deixa Mbappé e Griezmann em boa posição. A dupla tem seis gols, cada um marcou três vezes.

Apontada como candidata ao título desde o Mundial disputado há quatro anos do Brasil, a Bélgica enfrentou o desprezo de boa parte da torcida, que desdenhava daquela que vem sendo apontada como a melhor geração de jogadores já formada no país. Foi necessário vencer um adversário como o Brasil nas quartas de final, repleto de tradição, títulos e com alguns dos melhores jogadores da atualidade, como Neymar e Philippe Coutinho, para ser levada mais a sério. Contratado em agosto de 2016, o treinador espanhol Roberto Martinez foi visto como desconfiança: seu currículo enxuto não parecia credenciá-lo para transformar uma boa seleção em potência internacional. Uma tarefa árdua, mas simplificada pela qualidade do material humano disponível.

O elenco é equilibrado: oferece qualidade em todos os setores. O grandalhão Thibaut Courtois, com 1,99m, é um goleiro seguro, como demonstrado no bombardeio brasileiro a seu gol, mas quartas de final. A defesa formada por três zagueiros, com o entrosamento trazido do Tottenham por Toby Alderweirld e Jan Vertoghen, com o capitão Kompany na sobra, era o ponto vulnerável por conta da exposição a que era submetida pelo meio-campo. Contra o Brasil, o problema pareceu resolvido com a mudança de esquema tático. Caminho aberto para que, na frente, prevaleça a qualidade invejável de Kevin De Bruyne, Eden Hazard e do artilheiro Romelu Lukaku.

Memória

O histórico de confrontos entre França e Bélgica é enorme: além de jogarem pela mesma confederação, a Uefa, os dois países são vizinhos e falam francês, o que provoca inevitável conexão cultural. Ao longo da história, foram realizados 70 jogos. O primeiro deles, em 1904, um amistoso terminado em empate: 3 a 3. O mais recente também foi amistoso: ocorreu em 2004, com vitória francesa por 2 a 0. Deste total de partidas, 58 tiveram caráter amistoso. Em Copas do Mundo, as seleções se enfrentaram duas vezes: em 1938, na França, e em 1986, no México, sempre com vantagem dos Bleus.

COMO JOGAM

França: Se a Bélgica entrou na Copa do Mundo como se estivesse no auge de sua temporada, a pleno vapor, a França precisou de algumas partidas para crescer de rendimento. O mérito do time de Didier Deschamps é respeitar sua vocação ofensiva e dar tempo para que o modo de jogar amadureça, um desafio para um time que, além de totalmente voltado para o ataque, é cheio de jogadores jovens. Não por outra razão, no país, o time era apontado como candidato natural ao título de 2022, mas entrou na briga quatro anos antes. A qualidade de passe dos volantes Pogba e Kanté é fundamental para manter o intenso ritmo de jogo dos Bleus. Não tem sido fácil parar Mbappé e Griezmann no ataque, mas Giroud também está determinado a deixar sua marca nesse Mundial.

 

Bélgica: Contra o Brasil, Roberto Martinez encontrou outro modo de jogar que funcionou. Depois do drama vivido contra o Japão nas oitavas, o treinador espanhol tirou os atacantes Mertens e Carrasco e promoveu as entradas do questionado volante Fillaini e do meia Chadli. As mudanças fizeram a equipe ganhar vantagem física e possibilitaram uma alteração tática: Kevin De Bruyne foi liberado para o ataque, onde atuou como um falso centroavante e Lukaku, jogador que habitualmente atua nessa posição, foi deslocado para ponta. Como deu certo, é provável que a mudança seja mantida contra a França, em um arrojado 4-3-3.

Bélgica: Contra o Brasil, Roberto Martinez encontrou outro modo de jogar que funcionou. Depois do drama vivido contra o Japão nas oitavas, o treinador espanhol tirou os atacantes Mertens e Carrasco e promoveu as entradas do questionado volante Fillaini e do meia Chadli. As mudanças fizeram a equipe ganhar vantagem física e possibilitaram uma alteração tática: Kevin De Bruyne foi liberado para o ataque, onde atuou como um falso centroavante e Lukaku, jogador que habitualmente atua nessa posição, foi deslocado para ponta. Como deu certo, é provável que a mudança seja mantida contra a França, em um arrojado 4-3-3.

Fonte: Jornal O Globo

 

 

 

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