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Fim das UPPs divide opiniões de especialistas em Segurança Pública

Enquanto uns criticam a decisão, outros estudiosos avaliam como uma medida acertada.

Após a decisão do gabinete da intervenção federal de extinguir 12 das 38 Unidades de Polícia Pacificadora do Rio, anunciada na quinta-feira, a reformulação do programa dividiu especialistas em Segurança Pública. Ignacio Cano, professor do Laboratório de Análise da Violência da Uerj, destacou que o fechamento de UPPs poderá provocar uma intensificação das ações do tráfico, inclusive de retaliação a moradores de comunidades que apoiaram o projeto. Ele também frisou que a intervenção federal vai durar alguns meses, mas as consequências de suas decisões poderão se estender por muito tempo.

Por sua vez, José Ricardo Bandeira, presidente do Instituto de Criminalística e Ciências Policiais da América Latina, considerou a medida “um acerto”:

— Diante do quadro atual, sem dúvida é a melhor alternativa, tendo em vista que o poder público não domina boa parte dos territórios com UPPs, fazendo com que a permanência de policiais nessas áreas só seja possível com a conivência e permissão do tráfico.

O ministro Raul Jungmann atribuiu o encolhimento do programa de pacificação a dois aspectos: falta de recursos para mantê-lo e ausência das políticas previstas para acompanhar as ocupações das comunidades. A coordenadora do Centro de Estudos de Cidadania na Universidade Candido Mendes (CESeC), Julita Lemgruber, pontua que as UPPs fazem parte de um projeto “que fracassou no nascedouro, porque jamais conseguiu estabelecer uma relação de polícia de proximidade com essas comunidades”.

— Acompanhei por vários anos a relação entre os policiais e a comunidade e vimos que essa relação ficou cada vez mais difícil. O projeto jamais cumpriu seu objetivo, fracassou inteiramente porque não investiram em programas sociais.

Fonte: Jornal O Globo 

 

 

 

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