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Crise faz 13 municípios do RJ saírem do topo da lista dos mais desenvolvidos do estado, diz Firjan

Após recessão, apenas Itaperuna e Nova Friburgo mantiveram alto índice de desenvolvimento econômico.

Em três anos de recessão econômica, 13 municípios do Rio de Janeiro deixaram de fazer parte da lista dos mais desenvolvidos do estado. Apenas Itaperuna e Nova Friburgo se mantiveram como cidades de alto desenvolvimento econômico. É o que revela o Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM) divulgado  pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

 

Segundo o levantamento, em 2013 o estado tinha 15 cidades classificadas com alto desenvolvimento. Em 2016, saíram desta lista, além da capital, os municípios de Armação dos Búzios, Macaé, Niterói, Petrópolis, Piraí, Porto Real, Quissamã, Resende, Rio Bonito, Santo Antônio de Pádua, Teresópolis e Volta Redonda.

Se por um lado apenas dois dos 92 municípios do estado tinham alto índice de desenvolvimento no levantamento, nenhum deles obteve a classificação mais baixa e apenas dois (Belford Roxo e Japeri) foram classificados com desenvolvimento regular.

As outras 88 cidades tiveram índice de desenvolvimento moderado, o que corresponde a 97,8% das cidades percentual superior à média nacional, que foi de 76,2% das cidades nesta faixa de classificação.

Para calcular o IFDM, a Firjan monitora as áreas de emprego e renda, educação e saúde com base nas estatísticas oficiais dos respectivos ministérios. O índice varia de 0 a 1, sendo que, quanto mais perto de 1, maior o desenvolvimento do município.

Quem liderou o ranking do estado em índice de desenvolvimento foi Itaperuna, no Norte do Estado. Segundo a Firjan, foi a primeira vez em dez anos que a cidade esteve na primeira colocação. Seu desempenho foi influenciado pelo crescimento nos níveis de emprego e renda. Nova Friburgo, na Região Serrana, sempre esteve entre os melhores IFDMs do RJ, segundo a entidade. Ambas as cidades foram as únicas do estado que fugiram entre as 500 melhores do país.

No lado oposto do ranking, Japeri, na Baixada Fluminense, ficou em último lugar, posição que ocupa desde 2006. A penúltima colocada, Belford Roxo, também na baixada, completa a dupla que teve desenvolvimento regular.

A capital do estado ficou em 5ª colocação no ranking estadual. A Firjan destacou que, considerando o ranking nacional, o Rio foi a capital que mais perdeu posição na comparação com o período pré-crise – ela caiu da 5ª colocação em 2013 para a 11ª em 2016.

Retração de emprego e renda

A Firjan destacou que a deterioração do mercado de trabalho em função da crise econômica foi o fator decisivo para que 13 cidades perdessem a classificação de alto desenvolvimento no estado.

Semelhante ao observado no cenário nacional, a área de Emprego e Renda no RJ foi a que teve o pior resultado dentre as três avaliadas. Segundo a Firjan, 57 cidades do estado (62% do total) atingiram apenas o desenvolvimento regular neste quesito.

Outros 21 municípios (22,8%) ficaram com baixo desenvolvimento, 14 (15,2%) com desenvolvimento moderado e nenhum com alto desenvolvimento.

A Firjan destacou ainda que entre 2006 e 2013, apenas cinco municípios ascenderam à categoria de alto desenvolvimento na área de Emprego e Renda. Já entre 2013 e 2016, 44 municípios caíram de classificação nesta vertente. Ou seja, o estado perdeu 9 vezes mais em três anos do que ganhou ao longo de sete anos.

Saúde e Educação abaixo do desejado

Na vertente Saúde analisada pela Firjan, 48 dos 92 municípios do RJ (52,2%) foram classificados com alto desenvolvimento, enquanto as outras 44 cidades (47,8%) tiveram classificação moderada.

A Firjan destacou, porém, que na comparação com 2015, 51,1% das cidades recuaram no IFDM Saúde, impulsionadas pelo aumento da taxa de óbito de menores de 5 anos por causas evitáveis. Segundo a entidade, dez em cada mil crianças nascidas vivas morreram por causas evitáveis.

Estima-se que 2.282 crianças no estado morreram por causas que poderiam ser evitadas com assistência básica de saúde“, destacou a Firjan.

O IFDM de Educação teve os mesmos percentuais de distribuição que o da Educação – 48 cidades foram classificadas com alto desenvolvimento, e 44 com desenvolvimento moderado. Estes últimos, conforme enfatizou a Firjan, “ainda não conseguem oferecer a excelência na educação básica a seus moradores“.

Fonte:  Portal G1

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