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Após recomendação do MPF e do BC, Temer afasta diretores da Caixa

Vice-presidentes são investigados por suspeita de irregularidades em fundos de pensão.

O presidente Michel Temer decidiu afastar quatro vice-presidentes da Caixa Econômica Federal suspeitos de irregularidades nos fundos de pensão do banco, após uma nova recomendação do Ministério Público Federal e uma manifestação do Banco Central .

Em nota, o Palácio do Planalto afirma que Temer “determinou ao ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e ao presidente da CEF, Gilberto Ochi, que afastem os vice-presidentes do banco por 15 dias, prazo que terão para apresentar ampla defesa das acusações”.

Mais cedo, o Banco Central recomendou a troca de alguns dos 12 vice-presidentes da Caixa, conforme apontam investigações do Ministério Público Federal. O pedido do BC tem como base apurações internas do Banco Central. Mais cedo, o presidente da Caixa, Gilberto Occhi, se reuniu com o presidente do BC, Ilan Goldfajn. O BC afirmou, contudo, que “não comenta casos específicos de instituições reguladas”.

Procuradores do MPF alertaram Temer sobre eventuais punições, caso os vice-presidentes da Caixa não fossem trocados e voltassem a cometer irregularidades. Em ofício assinado por cinco procuradores e encaminhado à procuradora-geral da República, Raquel Dodge, o MPF sustentou que o presidente poderia ser civilmente responsabilizado pelo caso.

No dia 15 de dezembro, o MPF encaminhou à Casa Civil uma recomendação para trocar todos os 12 vice-presidentes da Caixa. A justificativa está no fato de, entre os vice-presidentes existirem investigados em operações da Polícia Federal. Além disso, o MPF cita a relação de alguns desses executivos com o ex-deputado Eduardo Cunha e o ex-ministro Geddel Vieira Lima, ambos presos por denúncias de corrupção.

No início de janeiro, contudo, o governo rejeitou a recomendação do MPF. A Caixa, em nota, disse que os atuais vice-presidentes foram aprovados pelo Conselho de Administração do banco, pelo Ministério da Fazenda e pelo presidente da República, e que “inexiste fato concreto” que motive a troca.

A Operação Greenfield investiga indícios da existência de um esquema de cooptação de testemunhas para que não contribuíssem com a apuração de supostas irregularidades envolvendo fundos de pensão. Além das investigações em andamento, os procuradores citam a relação de alguns desses executivos com o ex-deputado Eduardo Cunha e o ex-ministro Geddel Vieira Lima, ambos presos por denúncias de corrupção.

Fonte: JB

 

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