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Riotur estima 6 milhões de foliões no carnaval, com 1,5 milhão de turistas

Prefeitura calcular que arrecadação de R$ 3,5 bi; R$ 500 milhões a mais que em 2017.

A Prefeitura do Rio de Janeiro espera ter número recorde de turistas no carnaval de 2018. De acordo com os dados anunciados por Marcelo Alves, presidente da Riotur, a cidade deve receber 1,5 milhão de pessoas de fora no período este ano, 400 mil a mais que em 2017.

Durante a coletiva, Marcelo Alves chegou a dizer que seriam 1,5 milhão de turistas estrangeiros. No entanto, a Riotur corrigiu o dado para o número total de turistas, incluindo foliões nacionais e internacionais. A expectativa é que a maior parte desse número venha de São Paulo.

Incluindo moradores do Rio, são esperados mais de 6 milhões de foliões. A expectativa é de que a maior festa da cidade gere R$ 3,5 bilhões em recursos, com 90% de ocupação hoteleira. Em 2017, o valor arrecadado foi de R$ 3 bilhões.

“O Rio de Janeiro precisa que esses grandes eventos sejam um sucesso para que os empregos e a renda aconteça”, destacou Marcelo Alves.

De acordo com o presidente da Riotur, serão R$ 38,5 milhões em patrocínio vindo de várias empresas privadas. Segundo ele, é o maior da história do evento. O financiamento vai custear, pela primeira vez, 3.375 agentes para aumentar a segurança.

Prefeito canta versão de Dorival

A coletiva que anunciou os números e detalhes do esquema para o evento começou com o prefeito do Rio, Marcelo Crivella, exaltando o espírito do povo carioca. Ele cantou uma versão adaptada da música “Samba da minha terra”, de Dorival Caymmi .

“Nós devemos todos cantar uma música que diz assim: ‘Quem não gosta de samba… bom prefeito não é’. Nós fizemos um esforço enorme, um esforço grande, eu e o vice, para podermos apresentar um carnaval muito bonito, que a gente espera que seja calmo, sem violência. Um carnaval que possa celebrar essa tenacidade, essa bravura, essa índole, essa vocação, essa natureza do povo carioca que é a de se erguer nos momentos trágicos para celebrar a vida”, destacou Crivella, que é alvo de críticas de carnavalescos que consideram haver pouco apoio da prefeitura à festa.

Pedido por segurança

Crivella fez um apelo para que as tropas federais fiquem no Rio, para garantir a segurança na cidade. Crivella também destacou que outros prefeitos também devem curtir o evento no Rio, inclusive confirmando a presença de João Doria, prefeito de São Paulo.

“Vários prefeitos do Brasil disseram que virão. Inclusive o prefeito de São Paulo. Anunciando aqui que o prefeito de São Paulo estará, gostaria de convidar os paulistas para que eles venham para cá e sigam o exemplo, pois serão muito bem recebidos. Também os mineiros, os baianos, todos”, explicou Crivella.

Escolas de samba

Cerca de 500 mil pessoas são esperadas nos cinco dias de desfiles na Marquês de Sapucaí. Na Estrada Intendente Magalhães, 200 mil pessoas são esperadas nos cinco dias de exibição das escolas de samba de acesso ao Sambódromo. O local receberá melhorias, como o aumento da iluminação e da sonorização. A concentração receberá grades semelhantes às usadas na Marquês de Sapucaí. A área também contará com a poda de árvores, para uma melhor circulação dos carros alegóricos.
As melhorias na Estrada Intendente Magalhães devem custar R$ 3,5 milhões.

Carnaval de rua

O carnaval de rua do Rio de Janeiro contará com 464 blocos autorizados: 129 desfilando pela Zona Sul, 101 desfilando pelo Centro, 99 pela Zona Norte, 38 na Barra da Tijuca e outros 45 ao longo do resto do espaço da Zona Oeste. Do total, 28 blocos desfilarão pela primeira vez. A informação sobre o número de blocos já havia sido dada na quarta-feira (10).

Os blocos maiores da Zona Sul circularão pela orla de Ipanema e Leblon. Nenhum vai desfilar pelas ruas internas dos bairros. Copacabana não receberá nenhum “megabloco”. Os maiores blocos da cidade desfilarão no Centro.

Na Barra da Tijuca, o trecho do Pepê não terá desfiles. Os blocos foram direcionados para a Arena Carnaval, espaço do Parque dos Atletas dedicado ao desfile de blocos carnavalescos, e para o Centro.

A cidade terá 16 palcos populares com concursos relacionados a festa. O Boulevard Olímpico terá um espaço com atrações especiais para as crianças.

O presidente da Riotur destacou ainda que a gestão municipal deseja que o carnaval siga como a principal festa do Rio. “Não há a menor intenção de podar a essência do carnaval de rua. Ao contrário, a gente quer aumentar e incrementar essa essência, a espontaneidade, a alegria que só o bloco de rua entrega no Rio de Janeiro”, ressaltou.

Arena Carnaval

O presidente da Riotur defendeu a existência da Arena Carnaval e ressaltou que ela não causa nenhum tipo de restrição aos foliões ou mudança nas características da festa na cidade. A ideia é levar parte da festa para a Barra da Tijuca, gerando recursos para a Zona Oeste.

“É mais um espaço para que artistas se apresentem e a cidade cresça. Não há área VIP, não há corda”, explicou Marcelo Alves, contando que o local será custeado com os investimentos dos patrocinadores do evento.

A expectativa é que a Arena Carnaval gere mil empregos diretos e outros dois mil indiretos, além de R$ 50 milhões em consumo. A entrada é gratuita e o público estimado é de 40 mil pessoas.

Uma outra novidade do evento é o programa de ordenamento chamado de “Carnaval +legal”. Trata-se de um grupamento que terá como objetivo, entre outras funções, coibir a ação de outras marcas que não são parte do projeto da Prefeitura.

A divulgação de uma marca oficial do carnaval do Rio ajudará também com o licenciamento de produtos, cuja renda será revertida para a cidade.

O número de sanitários também vai aumentar: serão 32.560, em comparação com os 31 mil usados no evento no ano passado. Ainda assim, o presidente da Riotur destacou que é importante que a população utilize os banheiros públicos e não urine nas vias. “Não adianta criar 80 mil posições se as pessoas não usarem”, pediu Alves.

Fonte: G1

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