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Segunda-feira , 20 de novembro Dia da Consciência Negra 2017

Dia Nacional da Consciência Negra.

Dia da Consciência Negra é comemorado em 20 de novembro em todo o país. A data homenageia o Zumbi, um escravo que foi líder do Quilombo dos Palmares. Zumbi morreu em 20 de novembro de 1695.

O objetivo do Dia da Consciência Negra é fazer uma reflexão sobre a importância do povo e da cultura africana, assim como o impacto que tiveram no desenvolvimento da identidade da cultura brasileira.

A sociologia, a política, a religião e a gastronomia entre várias outras áreas foram profundamente influenciadas pela cultura negra. Este é um dia de comemorar e mostrar profundo apreço pela cultura afro-brasileira.

Magé e a tradição Afro-brasileira.

Sinônimo de resistência negra, os quilombos são historicamente locais onde os escravos se refugiavam e resgatavam suas origens africanas. Em Bongaba, em Magé, um grupo de pelo menos 50 pessoas mantém viva essa tradição e comemora o reconhecimento como quilombo concedido pela Acquilerj (Associação de Comunidades Remanescentes de Quilombos do Estado do Rio de Janeiro). O local também completa 22 anos de existência este ano.

Maria Conga: A Guerreira do Quilombo de Magé

No município, a população negra é muito grande. Piabetá é o maior distrito de Magé, com um histórico negro grande, como quilombos e engenhos e uma cultura sólida de alicerces formados pela cultura afro-brasileira .

Família de Magé mantém viva a tradição popular ensinando manifestações culturais na Praia de Mauá.

Com nome da princesa que aboliu a escravidão no Brasil e herdou dos tataravós a cultura de um povo cheio de alegria. O jongo está na família de dona Isabel de Oliveira, de 73 anos, desde o segundo império, há 200 anos.

Tradição mantém viva através do Grupo Zé Mussum. A família de oito irmãos, comandada pela matriarca Isabel, ensina jongo e outras manifestações culturais a cerca de 400 alunos.

O mestre jongueiro Paulo Cesar de Oliveira, filho de Isabel, idealizou em 1988 o grupo Zé Mussum de cultura popular. Graças ao sucesso com a garotada, o lugar virou um ponto cultural, em 2009.

É puro trabalho de resistência. Nós conseguimos provar que o jovem que gosta de música eletrônica e funk, não está insensível a outras culturas.

A consciência cresceu. De cinquenta anos para cá, temos a demonstração demográfica de um número cada vez maior de pessoas que se assumem como negros. Se reconhecer como negro é um posicionamento político, atualmente, quase 54% da população brasileira se considera negra ou parda.

Para além da reflexão sobre a contribuição que a população negra teve e tem na construção da sociedade, da economia e da cultura brasileiras, a data serve também para lembrar que a desigualdade racial é estruturante na formação da nossa sociedade, e que o desenvolvimento de políticas de enfrentamento ao racismo e de promoção da igualdade racial são primordiais.

Um evento é realizado pela Secretaria de Educação e Cultura, Fundação Educacional e Cultural de Magé e a Coordenadoria Municipal de Promoção de Políticas Públicas de Igualdade Racial, traz para o município um pouco da cultura afro. “Eventos como este são muito importantes para o nosso povo, pois ajudam a disseminar cultura e conhecimento”, falou a diretora da Fundação Educacional e Cultural, Cristina Bastos.

Nos próximos dias, os moradores de Magé poderão experimentar a culinária típica e conhecer o artesanato, as artes e as danças que marcam os costumes africanos.


Magé/Online.com 

 

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