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Palmito orgânico é sucesso em Magé

“Temos 180 mil mudas já plantadas em Magé e até o final do ano chegaremos a 200 mil”, comemora o secretário.

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Mais de 50 produtores rurais participaram do Dia Especial do Palmito Pupunha realizado no CEPTA (Centro de Ensino, Pesquisa e Treinamento em Agroecologia), na Cachoeira Grande, distrito agrícola de Magé. O evento de promoção do cultivo do alimento, levou um grupo com cerca de 60 agricultores, técnicos e alunos do Colégio Agrícola na área de plantio para apresentar os resultados das experiências com o palmito, mostrar a prática a colheita e como preparar o pupunha tanto para venda em bandejas, quanto no preparo de pratos diferenciados.

“A grande revelação é que se prova que é possível produzir pupunha organicamente. O rendimento do pupunha irrigado, já paga o investimento inicial e dá lucro no primeiro ano de produção.

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Uma plantação de palmito não orgânico rende cerca de R$ 40 mil reais, e se for uma cultura orgânica pode gerar um retorno de R$ 52 mil reais”, explica Edison Rodrigues, engenheiro agrônomo do escritório local da Emater em Magé, que realizou um comparativo dos resultados da cidade com as plantações de pupunha da Bahia, um dos primeiros estados a investir no agronegócio com a pupunheira:

— Fazendo um comparativo com as plantações da Bahia, o nosso modo de produção com a prática orgânica e usando a tecnologia agrícola, fizemos uma economia de R$ 4,8 mil a 5 mil reais que seriam empregados na compra de ureia para adicionar na adubagem do solo. Isso porque fizemos o plantio da puerária – vegetação rasteira rica em ureia, que forneceu naturalmente, cerca de 800 Kg do componente químico para o palmito, explica Edison.

Magé está apostando no palmito pupunha como mais um incentivo ao agronegócio com grande abertura de mercado, segundo o secretário de Agricultura Sustentável, Miro Amorim. “Temos 180 mil mudas já plantadas em Magé e até o final do ano chegaremos a 200 mil”, comemora o secretário.

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Para o produtor Sérgio Antônio de Assis, “a produção de pupunha é muito vantajosa. Depois da primeira colheita, o palmito pode ser colhido a cada seis meses e pode viver nesse processo por 20 anos. E vejo que hoje, vendendo sem sair de casa eu consigo ter mais lucro do que passando para o atravessador”, explica ele que mostrou na prática como é feito o corte do palmito na colheita.

Os participantes conheceram as áreas de experiências do Cepta, do Laboratório de Abelhas Nativas (LAPAN) e também receberam apostilas preparadas pela Secretaria de Agricultura Sustentável sobre a cultura da Pupunheira e receitas deliciosas com esse alimento. O Dia Especial do Palmito foi fechado com chave de ouro e uma degustação com menu variado de strogonoff, empadão, salada, macarronada e sorvete, tudo à base do pupunha.

REDEFonte: Ascom/Magé

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