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Manifestantes vão às ruas em Brasília e São Paulo pedindo a saída de Temer

Após as denúncias, Temer se pronunciou através de nota oficial e negou ter solicitado pagamentos para obter silêncio de Cunha.

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Manifestantes ocuparam os arredores do Palácio do Planalto, em Brasília, e a Avenida Paulista, em São Paulo, pedindo a saída do presidente Michel Temer. Os protestos ocorrem horas após notícia dada em primeira mão pelo GLOBO, de que o dono da JBS gravou o mandatário dando aval para compra de silêncio de Eduardo Cunha.

Militantes do Partido dos Trabalhadores (PT) e contrários ao governo de Michel Temer (PSDB) se concentram no vão do Masp, na Avenida Paulista. Os manifestantes fecharam um dos sentidas da avenida. Enquanto as primeiras notícias sobre os irmãos Joesley e Wesley Batista chegavam, representantes da Frente Povo Sem Medo debatiam sobre a reforma da Previdência no local.

Ao saber das informações, o líder do MTST Guilherme Boulos celebrou. “A conjuntura política brasileira mudou nos últimos 30 minutos”, anunciou ele aos manifestantes. “A melhor maneira de derrubar essas reformas é derrubar imediatamente o governo Temer, dar o empurrão que falta para que ele caia e deixe o lugar onde nunca deveria ter estado”, continuou.

Enquanto isso, manifestantes gritam “fora, Temer” e pedem por novas eleições, ao mesmo tempo em que motoristas passam pelo local buzinando. Também foram ouvidos barulhos de panelas.

Já o protesto em frente ao Planalto reuniu inicialmente por volta de 50 pessoas. Há bandeiras do PT e os gritos mais frequentes são “Diretas já”, além de “Fora, Temer” (veja no vídeo abaixo). A segurança do palácio está reforçada e os manifestantes foram levados pela polícia ao outro lado da rua. Um manifestante foi detido. Houve confusão e gás de pimenta.

Temer saiu do Planalto logo depois das 22h. Foram duas horas e meia de reunião com ministros e auxiliares no gabinete presidencial.

Após as denúncias, Temer se pronunciou através de nota oficial e negou ter solicitado pagamentos para obter silêncio de Cunha. Líderes da oposição entraram com pedido de impeachment de Temer. Houve parlamentares que unificaram o discurso em torno da renúncia do presidente.

ENTENDA O CASO

O presidente Michel Temer foi gravado pelo dono da JBS Joesley Batista, dando aval para o pagamento de propina ao deputado cassado Eduardo Cunha em troca do silêncio dele. Diante de Joesley, Temer indicou o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) para resolver um assunto da J&F (holding que controla a JBS). Posteriormente, Rocha Loures foi filmado recebendo uma mala com R$ 500 mil enviados por Joesley.

Temer também ouviu do empresário que estava dando a Eduardo Cunha e ao operador Lúcio Funaro uma mesada na prisão para ficarem calados. Diante da informação, Temer incentivou: “Tem que manter isso, viu?”.

Além de Temer, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) também foi gravado pedindo R$ 2 milhões a Joesley. O dinheiro foi entregue a um primo do presidente do PSDB, numa cena devidamente filmada pela Polícia Federal. A PF rastreou o caminho dos reais. Descobriu que eles foram depositados numa empresa do senador Zeze Perrella (PSDB-MG).

Em negociação para fechar acordo de delação premiada, Joesley relatou também que Guido Mantega era o seu contato com o PT. Era com o ex-ministro da Fazenda de Lula e Dilma Rousseff que o dinheiro de propina era negociado para ser distribuído aos petistas e aliados. Mantega também operava os interesses da JBS no BNDES.

Partidos de oposição já se articulam para dar entrada com pedidos de impeachment do presidente Michel Temer após as denúncias. O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmou que o Partido dos Trabalhadores se reunirá na noite desta quarta-feira para discutir os termos de um pedido de impeachment. Já o deputado Alessandro Molon (PT-RJ), líder da Rede Sustentabilidade pretende protocolar o pedido de impeachment ainda na noite desta quarta-feira.

1-1-768x108Fonte: Jornal Extra

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