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Núcleo para combate a tráfico de armas no RJ começa na próxima semana, diz secretário

Sá disse ainda que não descarta ajuda do governo federal para a criação do núcleo.

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Pouco mais de dois meses após assumir o cargo de secretário de segurança do Rio, o delegado federal Roberto Sá já definiu o combate ao tráfico de fuzis como uma das prioridades para combater a violência no Estado. Os planos de Sá incluem a implantação de um Grupo de Inteligência dentro do Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), com cerca de 30 pessoas, incluindo policiais civis, militares e membros da Secretaria de Administração Penitenciária (SEAP). A criação do Grupo Integrado de Operações de Segurança Pública (Giosp) foi publicada na edição desta sexta (6) do Diário Oficial do Estado.

O texto que detalha a criação do grupo fala “na necessidade de se promover a radiografia e a repressão à criminalidade violenta, relacionada à atuação das facções criminosas atuantes no Rio de Janeiro e regiões de interesse nacional”. O secretário explica no documento que o grupo terá um coordenador e um supervisor-geral, indicados pelo próprio Sá.

“Eu falei na minha posse que iria ter atenção especial para apreensão de fuzis, metralhadoras explosivos, e falei que ia criar um grupo de inteligência. Essas duas coisas podem caminhar juntas ou separadas. Sobre o núcleo eu já estou em fase de seleção dos agentes, e o espaço físico está pronto. Falta pouco para decidir se essa dedicação exclusiva em relação aos fuzis será deste grupo ou se se o chefe de polícia civil vai me apresentar essa estrutura”, disse Sá. Segundo ele, o governo federal, através do ministro da Justiça Alexandre de Moraes, já demonstrou interesse em participar do grupo.

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O primeiro titular da pasta após a saída de José Mariano Beltrame relembrou as palavras ditas na posse, a respeito da necessidade de uma investigação mais intensa sobre o uso de armas de grosso calibre e explosivos por grupos criminosos. “Eu quero algo a exemplo do que era a Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (DRAE). Essas são as armas usadas na lógica do terror, como fuzis e explosivos”, explicou Sá em outubro, ao ser empossado. Em entrevista nesta quarta-feira (4), ele voltou a citar o tema como o principal dos primeiros meses à frente da pasta.

“Eu vou pegar um grupo menor, mas com dedicação exclusiva a uma parcela de crime que torna o Rio um pouco diferente das outras regiões. O tiro traçante está aqui, o fuzil está aqui, a briga de facção está aqui. Aquela violência urbana, que as polícias, as delegacias e os batalhões combatem todo dia, ela continua. Mas eu tenho que ter um olhar especial para esse caráter extremamente violento e que acaba botando o Rio de Janeiro na vitrine como o lugar onde uma facção tenta tomar o morro da outra. Isso é possível”, explicou.

Segundo o secretário, que foi subsecretário de Integração e Planejamento Operacional da pasta durante os nove anos da era Beltrame, é possível diminuir o que ele chama de ‘ousadia’ dos traficantes de drogas. Sá disse ainda que não descarta ajuda do governo federal para a criação do núcleo.

“O tráfico de drogas está ligado a uma disputa bélica muito forte. Por isso eu estou querendo ir na causa dessas armas. Eu penso que, se nós conseguirmos com nossos recursos, e se possível com o apoio do próprio governo federal, tirando o fuzil, os explosivos e as armas de longo alcance, a gente diminua o ímpeto e a ousadia do tráfico. Então o tráfico que existiu, existe e continuará existindo, ele será feito e enquanto for crime a polícia vai prender, mas não de forma violenta como hoje. Pelo menos, não essa ousadia de ir com três quatro carros, para tomar outra favela. É complicado fazer isso com pistola e revólver. Mas com fuzil todo mundo fica mais “macho”, provocou.

De acordo com o secretário, os dados da Polícia Militar indicam que 320 fuzis foram apreendidos durante o ano de 2016. O campeão de apreensões foi o 41º BPM (Irajá), com 54 apreensões. O batalhão atua em uma área extensa, que compreende os bairros de Acari, Anchieta, Barros Filho, Colégio, Costa Barros, Guadalupe, Irajá, Pavuna, Ricardo de Albuquerque, Vicente de Carvalho e Vista Alegre.

“Nós temos ali complexos de Pedreira e Chapadão, com características geográficas que favorecem o esconderijo desses traficantes nessas comunidades, que são próximas à galpões, depósitos e áreas onde ocorrem muitos roubos de cargas. Mas o tráfico tem tido dificuldades. O batalhão local tem feito muitas prisões, e é o campeão do estado em apreensão de fuzis”, afirmou Sá.

redetvFonte: G1

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